Depois a louca somos nós

April 21, 2020

 

      Depois a louca somos nós. Não tem ninguém que me inspire mais na escrita que a Tati Bernardi. Ela me motiva, eu seguro na mão de Deus e vou. Ela me manda ir e eu vou mais fundo. Ela escreve na Folha e eu escrevo na bolha. Conheci seu trabalho lá nos primórdios, quando ambas ainda éramos publicitárias frustradas. Ela escrevia crônicas, eu escrevia briefings. Eu também fui uma aluna brilhante numa escola tipo Santa Cruz Credo. Quando eu tinha 10 anos, a talentosa Ana Maria Machado escreveu atrás de uma poesia minha que algum dia eu seria útil como escritora. Eu acreditei. Quando nosso amado Ayrton Senna faleceu, eu escrevi um texto e me fizeram ler na frente de toda a escola. Eu nunca havia ficado tão nervosa, mas ao mesmo tempo tão empolgada. Quando estava na faculdade participei de um concurso de redação publicitária junto com meus colegas do sexo masculino. E ganhei. Sozinha. A vida me desviou do meu caminho. Mas depois de superar uma depressão, criar um filho de 8 anos e perder 30kg, achei que era hora de sair do armário. Cada palavra que posto aqui são meus dedos rindo ou chorando. E a reação de vocês me faz finalmente sentir que estou no caminho certo. Ser a louca não é mais um problema pra mim.

 

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